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Jogos desenvolvidos por Byron Preiss Multimedia Company, Inc.

Disponibilizamos uma lista de empresas que desenvolveram jogos abandonware. Selecione uma empresa para ver seus jogos. Para facilitar a busca, utilize a paginação por número ou letra.

Forbes Corporate Warrior

Windows 1997
Forbes Corporate Warrior utiliza o género de atirador em primeira pessoa como metáfora para o mundo dos negócios de cutthroat. A premissa é que um cientista brilhante desenvolveu um capacete de realidade virtual que transforma o mundo real, o mercado livre, num cenário de realidade virtual em que diferentes tipos de concorrentes comerciais são representados como uma variedade de inimigos. O jogador começa o jogo com uma arma chamada "cortador de preços", com a qual pode eliminar os seus concorrentes. Existem outras armas inspiradas no mercado que podem ser recolhidas na arena. As diferentes armas representam tácticas comerciais diferentes no mundo real (tais como o Ad Blaster e o Laser Legal) e algumas funcionam melhor contra certos concorrentes do que outras. Todos eles custam dinheiro para usar; de facto, custam-lhe dinheiro mesmo que fique parado. O seu objectivo é manter o seu preço e ganhar quota de mercado. Para além de fotografar metaforicamente os concorrentes no mundo virtual, pode também ajustar certos factores em tempo real, tais como aumentar ou diminuir a sua dívida, vender ou comprar de volta o stock, e alterar o preço dos seus produtos ao longo de um contínuo de poupança/uxo. Para além do modo FPS de jogador único, Forbes Corporate Warrior também dispõe de um modo multijogador de rede.

Ray Bradbury's The Martian Chronicles Adventure Game

Baseado na série de contos de Ray Bradbury 'Martian Chronicles', este jogo coloca-o no planeta vermelho quando uma guerra nuclear está a ser preparada na Terra. É preciso encontrar uma relíquia antiga escondida na antiga cidade marciana de Xi, o que poderia significar a salvação da Terra. Deve também descobrir o que aconteceu às outras cinco pessoas que o procuraram antes de si, e manter-se vivo, recolhendo uma série de cristais que alimentam o seu fato. O jogo é jogado através de diapositivos tipo Myst, e é necessário resolver uma série de puzzles lógicos para progredir através do jogo. Incluídos como bónus estão uma série de entrevistas em vídeo com Bradbury e leituras de algumas das primeiras histórias 'marcianas'.

The Essential Frankenstein

The Essential Frankenstein para Windows 3.x coloca o jogador em uma paisagem da Europa Oriental assolada por tempestades, onde a ciência colide com a superstição gótica. A história se desenrola através de uma série de encontros em corredores sinuosos, oficinas repletas de trabalho e câmaras à luz de velas, associadas à criação de uma certa criatura infame. Conforme a trama avança, o ambiente alterna entre interiores assustadores e áreas externas iluminadas pelo luar, apresentando novos obstáculos inspirados em temas clássicos do terror, como propriedades em ruínas, criptas trancadas e relíquias sinistras. A jogabilidade se concentra na exploração interativa e na resolução de problemas. Usando uma interface controlada pelo mouse, os jogadores se movem entre as cenas e interagem com objetos através de pontos de interação clicáveis. Um inventário registra os itens coletados, que podem ser examinados e combinados para formar soluções para os quebra-cabeças encontrados por todo o castelo e áreas adjacentes. Muitos desafios exigem sequenciamento lógico — ativar dispositivos na ordem correta, decifrar pistas encontradas em diários ou instrumentos e usar itens contextuais (ferramentas, chaves, componentes químicos e artefatos do cotidiano) para abrir caminhos ou restaurar a energia em seções inacessíveis. As decisões tomadas em relação aos diálogos e ao cenário desempenham um papel importante na definição do fluxo dos eventos. Os personagens encontrados ao longo do caminho reagem às ações e respostas escolhidas pelo jogador, guiando-o em direção a objetivos adicionais ou chamando a atenção para detalhes que poderiam passar despercebidos. A progressão geralmente depende da coleta dos materiais e informações necessários e, em seguida, da aplicação deles em pontos específicos do ambiente. Em vez de depender de reflexos, a experiência enfatiza a atenção aos detalhes, a experimentação com os itens do inventário e a leitura cuidadosa das pistas presentes na cena. Visualmente, o jogo utiliza uma apresentação VGA compatível com Windows, com arte de 16 a 256 cores, combinando fundos estáticos com animações discretas para momentos-chave, como mudanças de iluminação, movimento de objetos e gestos dos personagens. Os elementos da interface do usuário aparecem como painéis limpos para navegação, gerenciamento de inventário e texto de mensagens, mantendo o foco na interação com a cena. O visual geral privilegia uma composição atmosférica — portas em arco, velas tremeluzentes e sombras densas — reforçando um tom inconfundivelmente gótico sem exigir efeitos de alta resolução. O áudio reforça a atmosfera por meio de melodias orquestrais, trovões distantes, rangidos de madeira e uma ambientação específica para cada sala, que se altera conforme o jogador se desloca entre as áreas. Efeitos sonoros acompanham cliques, uso de itens e resolução de quebra-cabeças, enquanto trechos de voz ou diálogos falados podem ser ouvidos durante conversas importantes e transições dramáticas. O resultado é uma experiência de aventura que parece deliberada e centrada na história: os jogadores, gradualmente, descobrem os meios para avançar pelos mistérios da mansão, equilibrando a curiosidade com a resolução metódica de problemas à medida que a lenda de Frankenstein ganha forma interativa.

The Suit

DOS, Windows 1996
Em 1996, os jogos estavam conquistando o mundo com gráficos atualizados e histórias inovadoras. Foi nessa época que The Suit, um jogo DOS, foi lançado e pegou a comunidade de jogadores de surpresa. Desenvolvido pela Silicon Knights e publicado pela Interplay Productions, The Suit ultrapassou os limites do que os jogos DOS eram capazes. O jogo se passava em um futuro distópico, onde uma misteriosa corporação dominou o mundo e criou uma sociedade semelhante a uma ditadura. O jogador assume o papel de um rebelde, lutando contra este regime opressor. Equipado com um traje de alta tecnologia que concede habilidades sobre-humanas, o jogador deve navegar pelas traiçoeiras ruas da cidade, completando missões e desvendando os segredos da corporação. O que diferenciava The Suit de outros jogos DOS de sua época era seu enredo cativante e jogabilidade envolvente. Foi um dos primeiros jogos a incorporar um cenário futurista com tecnologia avançada, destacando-se num mar de temas medievais e de ficção científica. O jogo também apresentava um enredo não linear, permitindo aos jogadores fazer suas próprias escolhas e determinar o desfecho da história. Os gráficos de The Suit podem não ter sido de última geração, mas ainda assim foi um deleite visual para os jogadores de DOS. A paisagem urbana foi lindamente desenhada, com luzes neon e becos escuros, dando ao jogo uma sensação cyberpunk. O design do personagem era único e bem detalhado, adicionando profundidade à história e tornando-a mais verossímil. A trilha sonora também foi bem elaborada, definindo o clima de cada nível e contribuindo para a experiência geral. Um dos principais destaques de The Suit foi sua mecânica de jogo. O traje fornecia ao jogador uma variedade de habilidades, como força, velocidade e furtividade aprimoradas. Essas habilidades foram cruciais para completar missões e passar furtivamente pelos inimigos. O jogo também tinha uma vasta gama de armas, cada uma com seus pontos fortes e fracos. Isso permitiu aos jogadores traçar estratégias e abordar cada missão de maneira diferente, aumentando o valor de repetição do jogo. The Suit teve seus desafios, já que teve seu quinhão de duras batalhas contra chefes e quebra-cabeças inteligentes. Exigia do jogador uso de inteligência e agilidade, tornando-o um jogo perfeito para quem gosta de um bom desafio. A IA dos inimigos também foi impressionante, aumentando a dificuldade e tornando cada missão uma experiência emocionante. Apesar de seu sucesso e aclamação da crítica, The Suit nunca recebeu uma sequência ou versão remasterizada. No entanto, o legado deste jogo DOS continua vivo, consolidando seu lugar como um clássico cult entre os entusiastas de jogos retrô. Sua jogabilidade e história inovadoras continuam a inspirar os jogos modernos, provando que mesmo no mundo dos jogos em constante evolução, The Suit continua sendo uma joia atemporal.
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