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Ninja Blade
Ninja Blade chegou no final de 2009 como uma ponte entre o espetáculo dos consoles e a arquitetura do PC. No Windows, o jogo tentou capturar o ritmo frenético de seu combate repleto de ação, ao mesmo tempo que apostava em visuais estilizados e uma narrativa que entrelaça mitos antigos com ameaças urbanas. O jogo convida os jogadores a assumirem o papel de um guerreiro furtivo que se move por telhados, becos e templos, combinando acrobacias com precisão no manejo da espada. Sua ambição reside em oferecer uma experiência eletrizante sem sacrificar a atmosfera ou a coerência.
O sistema principal se concentra em golpes rápidos, defesas e contra-ataques, projetados para recompensar o timing em vez da força bruta. Os jogadores encadeiam combos em múltiplos alvos, usando corridas na parede e chutes aéreos para chegar a golpes finais devastadores. Perigos ambientais, barris explosivos e estruturas em ruínas exigem que os jogadores planejem cada movimento. Eventos de tempo rápido pontuam momentos-chave, transformando as cenas cinematográficas em pulsos interativos em vez de meras sequências de corte. A versão para PC enfatiza o controle responsivo do teclado e do mouse, com opções para ajustar a sensibilidade para abordagens furtivas ou investidas desenfreadas.
Os visuais combinam texturas nítidas e estilizadas com uma paleta urbana melancólica que alterna entre silhuetas de neon e pátios sombreados. Os modelos dos personagens têm um peso cinematográfico, enquanto o design dos inimigos mistura brutamontes blindados com ninjas ágeis. A trilha sonora combina clangores metálicos com música percussiva que enfatiza as mudanças de ritmo durante os confrontos com chefes. A iluminação desempenha um papel crucial, transformando ruas molhadas pela chuva em campos de batalha reluzentes onde cada faísca parece merecida. O resultado é um visual que busca um drama épico sem cair no exagero caricatural.
A narrativa acompanha um guerreiro solitário em uma cidade sitiada por forças estranhas e um poder corporativo conspiratório. Motivações pessoais impulsionam os encontros com rivais que testam os limites morais tanto quanto os reflexos. Embora alguns momentos da história se apoiem em tropos familiares, o jogo consegue criar atmosfera por meio de diálogos concisos, sequências de corte dinâmicas e reviravoltas surpreendentes na trama que mantêm o ritmo acelerado. O jogo cria um espaço onde disciplina e dúvida se misturam, convidando os jogadores a apreciarem tanto a furtividade quanto a força bruta.
No PC, o título encontrou um público pequeno, porém fiel, que apreciou sua ousada mistura de ação oriental e ocidental. Os críticos elogiaram seus valores de produção, o esquema de controle preciso e a disposição para arriscar em um gênero que muitas vezes se baseia na mesmice. Algumas dificuldades persistiram em relação à repetição no combate e a ocasionais problemas técnicos, mas o pacote agradou aos fãs que buscavam uma aventura robusta e estilosa. Como um lançamento para Windows de um experimento da era dos consoles, Ninja Blade se destaca como um notável retrato do design de jogos de ação do final dos anos 2000.
Sword of Moonlight
Sword of Moonlight, nome da arma mais poderosa que aparece repetidamente na série King's Field e outros jogos FromSoftware, é principalmente uma ferramenta de edição para criar e personalizar jogos de RPG de exploração de masmorras em 3D em primeira pessoa. Os jogadores podem criar os seus próprios mapas personalizados seleccionando, rodando e organizando os 1024 azulejos pré-fabricados em várias combinações. Os jogadores também podem personalizar todos os parâmetros, incluindo a localização de itens e inimigos na masmorra, os atributos dos personagens e inimigos do jogador, os efeitos das armas e poções de recuperação, e a música que toca em determinados locais.
O jogo inclui também um cenário pré-fabricado, um remake do 'Kingsfield' original. Este remake tem algumas alterações, tais como gráficos de maior resolução, menos ameaças de inimigos por defeito, e ligeiras alterações na colocação de objectos e inimigos. Caso contrário, é fiel à versão original, na medida em que os movimentos do protagonista são deliberadamente abrandados e não há opção de correr.
Tenchu: Ayame's Tale 3D
Tenchu: Ayame's Tale 3D, lançado em 2004 para dispositivos J2ME (Java 2 Micro Edition), serve como uma entrada atraente na longa série Tenchu, conhecida principalmente por sua jogabilidade baseada em furtividade ambientada em uma versão mítica do Japão feudal. O jogo gira em torno de Ayame, uma kunoichi habilidosa e discípula do lendário ninja, Rikimaru. Em vez do protagonista tradicionalmente masculino, os jogadores manobram por vários níveis como Ayame, enfatizando agilidade e furtividade em vez de força bruta. Esse desvio no design do personagem injeta uma dinâmica refrescante na série, permitindo uma perspectiva única sobre a saga ninja clássica.
O jogo apresenta uma série de ambientes diversos, de vilas tranquilas a fortes de montanha assustadores, cada um lindamente renderizado em 3D. Os jogadores atravessam essas paisagens enquanto empregam uma abordagem baseada em furtividade que é fundamental para a jogabilidade. Ayame possui uma variedade de habilidades ninja, incluindo corrida na parede, luta corpo a corpo e o uso de shurikens, o que adiciona profundidade à mecânica. Os jogadores devem aprender a se misturar ao ambiente, utilizar sombras para se proteger e executar quedas silenciosas para cumprir seus objetivos. A atmosfera envolvente transporta os jogadores para um banquete visual e auditivo, aprimorando ainda mais a experiência.
Um aspecto notável de Tenchu: Ayame's Tale 3D é sua interface de usuário, adaptada especificamente para plataformas móveis, permitindo que os jogadores desfrutem de uma experiência de jogo complexa em qualquer lugar. Os controles de toque intuitivos permitem uma navegação perfeita por níveis elaborados, garantindo que os jogadores possam executar manobras complexas sem esforço. Embora as limitações inerentes à tecnologia móvel definam os gráficos e a qualidade do som, o charme nostálgico desta adaptação portátil atrai os entusiastas do gênero. O jogo transmite com sucesso a essência da furtividade e da estratégia, apesar das restrições da plataforma.
O enredo se desenrola por meio de uma série de missões, cada uma projetada para desafiar as habilidades de Ayame enquanto desvenda uma narrativa mais grandiosa. Cutscenes envolventes, embora mais simples do que aquelas em títulos de console, fornecem contexto e profundidade, aumentando o investimento emocional do jogador na jornada de Ayame. Conforme ela desvenda conspirações e confronta adversários formidáveis, os jogadores se tornam mais interligados com suas motivações e crescimento pessoal ao longo do jogo.
Tenchu: Ayame's Tale 3D é um testemunho notável da adaptabilidade da franquia clássica no reino dos jogos para dispositivos móveis. Ele combina habilmente a mecânica furtiva tradicional com a imediatez das plataformas portáteis, tornando-se uma experiência gratificante tanto para jogadores experientes quanto para novatos. O título não apenas honra o legado da série, mas também destaca o potencial dos jogos para dispositivos móveis para fornecer narrativas envolventes e experiências de jogo que ressoam muito além de sua era.