Jogos desenvolvidos por Mediamuse
Disponibilizamos uma lista de empresas que desenvolveram jogos abandonware.
Selecione uma empresa para ver seus jogos.
Para facilitar a busca, utilize a paginação por número ou letra.
Goiken Muyou: Anarchy in the Nippon
Goiken Muyou: Anarchy in the Nippon foi um jogo muito aguardado lançado para SEGA Saturn em 1997. Desenvolvido pela KSS e publicado pela Success, este jogo de luta ofereceu uma experiência intensa para jogadores do mundo das artes marciais underground japonesas. O jogo apresentava um enredo único onde os jogadores assumiam o papel de um jovem lutador chamado Ryunosuke que está determinado a se tornar o campeão final da Nippon Fighting Association.
Uma das características mais notáveis de Goiken Muyou: Anarchy in the Nippon foi sua jogabilidade altamente avançada e fluida. Combinando elementos de jogos de luta tradicionais com o uso de armas e movimentos especiais, o jogo ofereceu um sistema de combate bem equilibrado, desafiador e satisfatório. Cada personagem tinha seu próprio estilo de luta distinto, fazendo com que cada partida parecesse única e exigindo que os jogadores adaptassem suas estratégias de acordo.
Um dos aspectos de destaque deste jogo foram seus gráficos. Utilizando as capacidades do SEGA Saturn, o jogo apresentou impressionantes gráficos 3D, que foram considerados os melhores de sua época. Os modelos de personagens foram altamente detalhados e animados suavemente, aumentando a experiência geral imersiva. Os ambientes não eram apenas cenários estáticos, mas interagiam com os lutadores, tornando as batalhas mais dinâmicas e envolventes.
Goiken Muyou: Anarchy in the Nippon também tinha uma ampla lista de personagens para escolher, cada um com sua própria história e motivações. De artistas marciais tradicionais a lutadores de rua e até mesmo um ninja, a diversidade de personagens contribuiu para o apelo geral do jogo. Além disso, o jogo tinha uma variedade de modos para manter os jogadores envolvidos, incluindo modos de torneio, versus, treinamento e sobrevivência.
Mujintō Monogatari
Mujintō Monogatari, também conhecido como 'Island: Forbidden Adventure', é um jogo de aventura e sobrevivência desenvolvido pela empresa japonesa Applicom e lançado em 1995 para o console FM Towns. O jogo segue a história de um jovem chamado Kenji, que fica preso em uma ilha misteriosa depois que seu navio é pego por uma tempestade. Este jogo, com seu enredo e jogabilidade envolventes, oferece uma experiência única que cativa os jogadores até hoje.
Uma das características de destaque de Mujintō Monogatari são seus gráficos impressionantes. Para um jogo lançado em 1995, os visuais eram extremamente avançados, graças ao poderoso hardware das FM Towns. Os designs dos personagens e ambientes são altamente detalhados, criando um mundo realista e envolvente para os jogadores explorarem. O uso de cores vibrantes e iluminação dinâmica também contribuem para a estética geral do jogo, tornando-o visualmente atraente para a época.
Além dos gráficos, a trilha sonora do jogo também merece reconhecimento. A música de fundo, composta por Hiroki Kikuta, complementa perfeitamente a atmosfera do jogo. As florestas exuberantes e as praias serenas da ilha são acompanhadas por melodias suaves e melódicas, enquanto intensas batalhas contra chefes são acompanhadas por faixas dramáticas e intensas. Os efeitos sonoros também são bem desenhados e adicionam uma camada de realismo ao jogo, desde o barulho das ondas até o farfalhar das folhas ao vento.
Quanto à jogabilidade, Mujintō Monogatari oferece uma combinação de aventura, resolução de quebra-cabeças e elementos de sobrevivência. O jogador deve guiar Kenji pela ilha, explorando vários locais e resolvendo quebra-cabeças para progredir. Ao longo do caminho, Kenji também deve reunir comida, água e outros recursos para sobreviver. O jogo também apresenta um ciclo diurno e noturno, com Kenji precisando descansar durante a noite para repor as energias. Isto adiciona um nível de estratégia e desafio ao jogo, tornando-o mais do que apenas um típico jogo de aventura.
Um dos aspectos mais exclusivos de Mujintō Monogatari são seus múltiplos finais. Dependendo das escolhas e ações do jogador ao longo do jogo, eles podem experimentar resultados diferentes. Isso agrega valor de repetição ao jogo, incentivando os jogadores a voltar e experimentar caminhos diferentes e ver as consequências de suas decisões. O jogo também apresenta um sistema de moralidade, onde as ações de Kenji determinarão se ele é uma pessoa boa ou má, afetando em última análise o final.
Mujintō Monogatari 4
Em 1998, usuários do Windows encontraram um artefato curioso da tradição da literatura visual japonesa: Mujintō Monogatari 4, o quarto título de uma saga sobre uma ilha varrida pelo vento. Lançado em um momento em que os jogos para PC se estendiam por gêneros que iam de RPGs a aventuras experimentais, este título se destacou por sua abordagem minimalista e atmosfera densa. O jogo convida você a adentrar um arquipélago deserto onde cada litoral esconde um enigma e cada cabana abriga memórias. Seus criadores trocaram um espetáculo mais chamativo por um ritmo paciente e contemplativo, que se inclina para momentos de tranquilidade, humor peculiar e a sensação de que a ilha se lembra de você mesmo quando você a esquece.
A jogabilidade se concentra na exploração, coleta de itens e diálogos que desbloqueiam ramificações que levam a múltiplos finais. A interface é discreta, com ícones de inventário, uma roda de texto com diálogos e um mapa que se revela conforme você vagueia. Os quebra-cabeças dependem de observação e referências cruzadas em vez de reflexos rápidos, levando os jogadores a mapear as relações entre locais e habitantes. As escolhas se acumulam, às vezes sutilmente, às vezes de forma ruinosa, moldando o destino do protagonista e o destino da própria ilha. O jogo não força o combate; em vez disso, testa a paciência, a memória e a disposição de seguir um fio narrativo por caminhos costeiros intrincados.
Do ponto de vista visual, o título adota uma arte contida. Os cenários são renderizados com linhas simples e um toque de cor suave que evoca a maresia e a neblina. Poucas animações dão vida a cabanas, barcos e folhas de palmeira, mas o charme reside na composição e no ritmo do movimento, não nos detalhes. O campo sonoro é uma companhia silenciosa — tons ambientes, gaivotas distantes, cordas serpenteantes — projetado para aumentar o isolamento em vez do espetáculo. Em algumas mãos, a paisagem sonora se torna um gatilho de memória, acompanhando sessões noturnas, quando a ilha parece quase uma companheira em sua própria linguagem esparsa e melódica.
A recepção crítica na versão impressa e nos primeiros fóruns online tratou o jogo como uma curiosidade cult, em vez de um sucesso popular. Seu apelo de nicho se baseava em inclinações literárias, humor existencial e uma disposição para deixar os jogadores se perderem em desfechos ambíguos. Com o tempo, conquistou espaço nas discussões sobre design de aventuras experimentais e inspirou um punhado de desenvolvedores independentes que priorizavam a atmosfera em detrimento da ação. Hoje, o título pode ser difícil de localizar, mas ele aparece em traduções de fãs e arquivos digitais, lembrando aos entusiastas do retrô que 1998 foi um ano em que o software podia ser excêntrico e duradouro ao mesmo tempo. Para jogadores curiosos, continua sendo um portal para uma era passada de charme peculiar.
Mujintō Monogatari R: Survival Life in the Uninhabited Region
Mujintō Monogatari R: Survival Life in the Uninhabited Region, lançado exclusivamente para o SEGA Saturn em 1998, é um título cativante, mas muitas vezes esquecido, que serve como um testamento da ambição da era em design de jogos. O jogo transporta os jogadores para uma ilha deserta, onde eles devem navegar pelos desafios da sobrevivência enquanto desvendam os mistérios de seus arredores. Esta mistura de aventura, gerenciamento de recursos e exploração oferece uma experiência única que o diferencia dos títulos contemporâneos.
Em sua essência, Mujintō Monogatari R apresenta uma simulação de sobrevivência em um ambiente desabitado. Os jogadores assumem o papel de um náufrago que tem a tarefa de reunir recursos, construir abrigos e criar ferramentas para aumentar suas chances de sobrevivência. O jogo simula intrincadamente os desafios de viver da terra. Cada decisão tomada pode levar à vida ou à morte, pois os jogadores devem gerenciar a fome, a saúde e os níveis de energia, tudo isso enquanto se defendem dos elementos. A necessidade de pensamento estratégico e planejamento cuidadoso adiciona uma camada de profundidade que encoraja os jogadores a se tornarem totalmente imersos na jogabilidade.
Graficamente, Mujintō Monogatari R exibe um charme distinto, atraindo jogadores com suas paisagens vibrantes e animações detalhadas. A estética captura a imaginação, mostrando a beleza e o perigo da natureza. Cada dia na ilha traz novas paisagens e experiências, da cacofonia da vida selvagem ao pôr do sol sereno no horizonte. Os visuais calmantes são complementados por uma trilha sonora relaxante que aprimora o ambiente geral, tornando o ato de exploração uma experiência tranquila, mas emocionante.
Um aspecto notável do jogo é sua narrativa não linear. Em vez de seguir um enredo rígido, os jogadores criam suas próprias narrativas por meio de encontros com a vida selvagem, descobertas de tesouros escondidos e interações com o ambiente. Essa liberdade leva a uma infinidade de resultados possíveis, encorajando os jogadores a repetir o jogo várias vezes para descobrir todos os segredos ocultos. A jogabilidade emergente promove um senso de propriedade sobre a experiência e permite que cada jogador crie sua própria aventura.
Mujintō Monogatari R também é notável por sua significância cultural. É um reflexo das tendências de jogos japoneses no final dos anos 90, enfatizando o realismo e a mecânica de sobrevivência em um meio que estava gradualmente amadurecendo. A capacidade do jogo de misturar entretenimento com uma experiência genuína de sobrevivência exemplifica a criatividade de seus desenvolvedores, oferecendo uma visão inovadora do gênero.