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Jogos desenvolvidos por Sleepless Software Inc.

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Inner Worlds

DOS 1996
Inner Worlds é um jogo de acção de fantasia de scrolling lateral no qual se joga com uma mulher chamada Nikita que se revela ser um lobisomem. O jogo consiste em três episódios (o primeiro foi distribuído como shareware, foi necessário comprar o jogo completo para jogar os outros dois). No primeiro episódio, o ancião da aldeia confia em Nikita para livrar a sua aldeia do Gralob, uma criação maléfica de um génio mal orientado, pelo que deve viajar para o Castelo Drofanayrb, onde a criatura se esconde. No segundo episódio ele descobre que o Gralob era apenas uma de duas criaturas horríveis. E finalmente, no terceiro episódio, deve viajar para uma montanha vulcânica, dentro da qual vive o segredo de Drofanayrb, para cumprir o seu destino. A jogabilidade é bastante simples. Pode saltar, subir e rastejar (o mesmo em forma de lobo, embora seja muito mais pequeno que um lobo, por isso pode espremer-se por corredores estreitos, e tem um movimento especial 'frenesim' que dilacera os inimigos). Em alguns níveis, pode encontrar colares que melhoram a sua saúde, mana ou atacar danos. É possível encontrar armas tais como martelos, espadas ou arcos, e pode actualizá-las com pergaminhos que lhes dão capacidades únicas (por exemplo, o martelo pode 'lançar' relâmpagos). Também pode encontrar diferentes gemas que dão vida ou mana e poções que o ajudam a saltar mais alto ou a cair mais devagar. A mana é necessária para os feitiços que se podem adquirir aos chefes de nível. Cada episódio consiste em 9 níveis, e cada terceiro nível tem um chefe. Os inimigos são animais e criaturas experimentais do castelo. Assim, encontrará aranhas, morcegos, centopéias enormes, criaturas alienígenas e enormes animais verdes que podem esticar os seus braços. Os gráficos do jogo são um pouco estranhos, pois as personagens estão em 2D, mas o cenário e o primeiro plano são um pouco 3D. A música cria uma atmosfera sinistra e adequada ao jogo.

PocoMan!

Amiga 1989
PocoMan! chegou ao Amiga em 1989 durante uma explosão de energia criativa que uniu a essência dos jogos de arcade com a arte dos computadores domésticos. Embora não tenha sido um sucesso estrondoso, o jogo se tornou um símbolo de status para os jogadores que exploravam os cantos escondidos do catálogo do console. Sua premissa gira em torno de um protagonista diminuto que navega por um labirinto de corredores, coletando bugigangas e desviando de adversários peculiares. O que se destaca não é um rótulo de gênero rígido, mas sim uma atmosfera: uma fantasia travessa combinada com um desafio despretensioso. À sombra de lançamentos maiores, PocoMan! conquistou um público pequeno, porém fiel, entre os jogadores europeus. Visualmente, o título se inclina para sprites cartunescos e uma paleta de cores que brilha sob o brilho característico do Amiga. Camadas de paralaxe ondulam enquanto o herói passa por portas iluminadas por lâmpadas, enquanto portas e interruptores emitem sons com uma voz computadorizada divertida em algumas versões. A animação busca vivacidade e charme em vez de um realismo austero, dando a cada movimento um toque de humor. Em termos de trilha sonora, a música tem um ritmo alegre que convida a revisitar o jogo, e os efeitos sonoros impressionam com uma força notável para um console dessa época. Juntas, essas escolhas criam uma sensação de velocidade sem brutalidade. A jogabilidade tece uma teia compacta de quebra-cabeças e desafios rápidos, incentivando os jogadores a memorizar rotas e explorar o tempo. Algumas salas recompensam a precisão com caminhos secretos, outras desafiam a sorte com o posicionamento estratégico dos inimigos. O esquema de controle favorece corridas curtas e saltos precisos, mas é tolerante o suficiente para incentivar a exploração em vez de punir erros. Os power-ups supostamente modificam o ritmo ou concedem invulnerabilidade temporária, transformando corredores rotineiros em pequenos testes de coragem. Mesmo hoje, o jogo é lembrado por sua habilidade em equilibrar fantasia com disciplina, uma rara harmonia que deu a uma aventura aparentemente simples uma camada inesperada de profundidade. PocoMan! permanece como um artefato curioso de uma era vibrante em que pequenos estúdios podiam fincar sua marca no Amiga sem correr o risco de vendas estrondosas. É o tipo de jogo que colecionadores mencionam com um sorriso e amigos recordam com um encolher de ombros antes de começarem a lista dos melhores daquela década. Embora não seja amplamente documentado em retrospectivas convencionais, sua memória sobrevive em círculos de emuladores e discussões de fãs que celebram cantos obscuros da história digital. Para qualquer pessoa curiosa sobre a sensibilidade dos jogos de plataforma do final dos anos 80, PocoMan! apresenta um argumento silenciosamente persuasivo sobre o charme de desenvolvimento lento. Seu status como um amanhecer oculto daquela era convida os jogadores a repensarem o que fazia os jogos de Amiga parecerem pessoais novamente.
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