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Driv3r
Driv3r, um jogo para Windows lançado em 2005, é o terceiro título da franquia Driver, uma ousada tentativa de fundir corridas de rua com drama cinematográfico de espionagem. Desenvolvido pela Reflections Interactive e publicado pela Atari, o jogo convida os jogadores a um vasto cenário urbano que parece vivo, porém artificial. Em três cidades ensolaradas inspiradas em locais reais — Miami, Nice e Istambul — policiais durões e criminosos escorregadios se perseguem por avenidas movimentadas, noites iluminadas por neon e becos perigosos, onde a velocidade se torna retórica e o perigo espreita de perto.
Do primeiro sinal de aceleração ao último tijolo em um checkpoint, o design das missões prioriza velocidade e espetáculo. A dirigibilidade dos carros é ajustada para ser precisa, porém tolerante, permitindo que os jogadores contornem curvas fechadas com segurança. Entre as corridas, os jogadores realizam tarefas a pé que se interligam com a perseguição, oferecendo um ritmo cinematográfico onde tiroteios, furtividade e reflexos rápidos moldam o desfecho de cada caso. O resultado é um mosaico de adrenalina e vigilância.
Tecnicamente, a versão para Windows espelha a versão para consoles, enquanto tenta aprimorar a experiência com teclado e mouse. As texturas ficam mais nítidas em resoluções mais altas, e o suporte opcional para widescreen amplia a paisagem urbana. No entanto, algumas peculiaridades persistem: uma câmera instável que tende a se desviar em momentos críticos, taxas de quadros irregulares que comprometem a ilusão de movimento e um modelo de colisão que pode parecer inconsistente quando veículos colidem em alta velocidade. Em resumo, a ambição supera o refinamento em vários pontos problemáticos.
Os críticos receberam a versão para PC com uma mistura de ceticismo e curiosidade cautelosa. Alguns lamentaram a jogabilidade desajeitada e uma IA indulgente, porém exigente, que prejudicava a sensação de perigo, enquanto outros elogiaram a extensão das ruas abertas e a densidade do tráfego que conferiam ao mundo uma sensação de realidade. Os fragmentos da narrativa ocasionalmente funcionavam, oferecendo vislumbres de um thriller mais coeso, mas o pacote geral carregava a reputação de ter arestas a serem aparadas, não de ser uma obra-prima refinada.
Hoje, o jogo é visto como um artefato curioso no cânone de Driver, um fracasso que, no entanto, revela o apetite da época por aventuras globais com orçamentos exorbitantes. A versão para PC encapsula um momento em que as produtoras buscavam adaptar grandes sucessos de bilheteria para PCs pessoais, na esperança de espremer o cinema em um mundo aberto amigável para controles. Os fãs podem perdoar as imperfeições, porque a pulsação da cidade e as acrobacias ousadas ainda despertam interesse e algumas lembranças triunfantes. Seus defeitos refletem as escolhas da época entre espetáculo e refinamento, tanto para jogadores quanto para desenvolvedores.