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Jogos publicados por Cineplay Interactive, Inc.

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Free D.C!

DOS 1991
Numa das execuções mais decepcionantes de um bom conceito de jogo, Free D.C.! tenta ser demasiadas coisas ao mesmo tempo, mas cai por terra com uma trama banal, sequências de combate frustrantes e fora de lugar, e má escrita. O jogo começa suficientemente bem com um cliché, mas não com um cliché demasiado usado: é um 'espécime' no 'Jardim Zoológico Humano' em redor do Capitólio em DC, onde residem todos os humanos que partiram depois de os robôs terem tomado conta do mundo. É necessário falar com várias pessoas para descobrir quem ou o que está a matar os restantes espécimes. A primeira impressão ao ver a introdução é bastante positiva: o jogo tem um estilo 'plasticina' único resultante da colaboração com a famosa equipa de plasticina de Will Vinton, que criou as criaturas para o jogo. Infelizmente, a partir daí tudo se desmorona, pois tudo o que poderia correr mal com este jogo acabou por correr mal. Depois de aturar a insípida brincadeira dos seus colegas robôs, as horríveis vozes digitalizadas e a má escrita, e as inúmeras sequências de luta que não acrescentam nenhum valor a não ser o prolongamento da curta duração do jogo, perguntar-se-á se os designers jogaram o seu próprio jogo, e como se atrevem a chamar-lhe "aventura" quando a resolução do puzzle é praticamente inexistente. Globalmente, um jogo muito marginal que pode afinal merecer ser esquecido. Se quiser um bom jogo no mesmo estilo, jogue Manhunter: New York ou procure uma cópia do CD-ROM da Dreamworks' Neverhood. Um final muito decepcionante para a corrida estelar da Cinemaware.

Power Politics

Power Politics, um título pouco conhecido para Windows 3.x lançado em 1992, convida os jogadores para a complexa arena da governança, em vez de conquistas heroicas. Ele se situa na fronteira entre estratégia e simulação política, oferecendo um ritmo de campanha que se adapta ao hardware mais rudimentar e às paletas de cores modestas da época. O jogo busca simular o cotidiano da vida pública, desde batalhas orçamentárias até as mudanças na opinião pública, tudo isso envolto em uma interface de usuário com a inconfundível aparência e sensação dos primórdios do Windows. Sua premissa ambiciosa lhe rendeu um nicho de jogadores fiéis, ávidos por algo mais instigante do que jogos de arcade. Mecanicamente, você controla um personagem em campanha pelos distritos, gerenciando fundos, equipe e posicionamentos sobre questões importantes. O software recompensa o timing preciso: impulsione uma reforma quando as pesquisas estiverem a seu favor, responda a uma crise com mensagens flexíveis e torça para que a mídia simulada direcione sua narrativa rumo à vitória. As decisões reverberam em diversas camadas: a agenda legislativa, a campanha eleitoral e a volátil matemática da opinião pública. Os rivais controlados pela IA refletem um sistema partidário rudimentar que valoriza coalizões e oportunismo, embora seu comportamento permaneça estilizado e, por vezes, imprevisível, convidando ao planejamento estratégico em vez de reflexos rápidos. Visualmente, o jogo ostenta o charme modesto dos gráficos do início dos anos 90, com ícones robustos, janelas de diálogo e algumas ilustrações vetoriais. A interface se baseia em janelas arrastáveis ​​e menus suspensos que remetem ao Windows 3.x, exigindo cliques precisos em vez de velocidade frenética. O áudio é esparso — algumas melodias MIDI e toques suaves que evocam uma época anterior às trilhas sonoras em CD-ROM. Ainda assim, a apresentação possui uma clareza obstinada: comunica ideias complexas por meio de símbolos reconhecíveis e layouts simples, recompensando os jogadores que exploram o sistema em vez de buscarem efeitos chamativos. A recepção e o legado são modestos, mas significativos: o título não se tornou um sucesso de bilheteria, mas conquistou o respeito discreto dos fãs que desejavam um simulador político com profundidade em vez de batalhas espaciais. Em um mercado inundado por lançamentos de alto impacto, Power Politics lembrou aos leitores que governança e persuasão podiam ser simuladas com cuidado e moderação. Sua influência é sutil, visível em títulos de nicho posteriores que enfatizam as consequências das políticas públicas e o sentimento dos eleitores. Hoje, o jogo atrai entusiastas de arquivos e historiadores curiosos que apreciam uma janela para os primórdios dos jogos para Windows e da imaginação cívica. Para aqueles que têm curiosidade de experimentá-lo agora, ele permanece em repositórios de software abandonado e em algumas adaptações feitas por amadores, oferecendo uma ligação tangível a uma era em que a computação impulsionava a política rumo ao espetáculo público.
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