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Subbuteo
Subbuteo é um clássico jogo DOS lançado em 1990, desenvolvido por Dino Dini e publicado pela Electronic Arts. É uma adaptação para videogame do popular jogo de futebol de mesa de mesmo nome. O jogo foi um grande sucesso entre jogadores e fãs de futebol, graças à sua mistura única de estratégia e jogabilidade baseada em habilidades.
O jogo se passa em um campo de futebol virtual, onde os jogadores controlam seu time de jogadores em miniatura com um toque do mouse. O objetivo é marcar gols e derrotar o adversário, superando-o com movimentos inteligentes e chutes de precisão. Cada jogador tem capacidades diferentes, tornando a seleção da equipe um aspecto crucial do jogo. Os gráficos, embora limitados pelos padrões DOS, eram brilhantes e coloridos, e os efeitos sonoros acrescentavam um nível extra de imersão à jogabilidade.
Um dos destaques do Subbuteo foi o modo multiplayer, permitindo aos jogadores competir entre si no mesmo computador. Isto adicionou um elemento de interação social, tornando-o um jogo popular para reuniões e festas. O jogo também apresentava um modo single-player com várias opções de torneio, permitindo aos jogadores enfrentar equipes controladas por computador com vários níveis de dificuldade.
Outro aspecto único do Subbuteo foi a inclusão de condições climáticas, como chuva e neve, que afetaram a jogabilidade. Isso adicionou uma camada extra de realismo e estratégia, já que os jogadores tiveram que ajustar suas táticas de acordo. O jogo também contou com opções de personalização, permitindo aos jogadores criar e editar seus próprios times e jogadores, adicionando um toque pessoal ao jogo.
Apesar de ser um jogo DOS, Subbuteo resistiu ao teste do tempo e continua sendo um clássico querido entre jogadores e entusiastas do futebol. Sua jogabilidade simples, mas desafiadora, juntamente com o modo multijogador e recursos personalizáveis, tornaram-no uma experiência única para a época. Com seus gráficos charmosos e jogabilidade viciante, não é de admirar que Subbuteo ainda ocupe um lugar especial no coração dos jogadores que cresceram jogando.
Tracksuit Manager
Lançado em 1988 para o Commodore 64, Tracksuit Manager surgiu como uma curiosa adição ao competitivo mercado dos simuladores de futebol. Enquanto muitos jogadores procuravam a glória com gráficos chamativos, este título focava-se na disciplina de gerir um clube, em vez de procurar momentos dramáticos nas partidas. O próprio nome sugere um mundo de bastidores onde técnicos, olheiros e funcionários trabalham com uniformes impecáveis, e não em estádios reluzentes. Os jogadores mergulham numa rotina guiada por menus que os incumbe de gerir as finanças, selecionar alinhamentos e planear calendários de treino. A sensação é a de estar perante um diário da vida de um clube, em vez de uma simples recolha de melhores momentos de uma partida específica.
A verdadeira tentação reside no ciclo de gestão, discretamente intenso. Contrata um técnico com visão tática, elabora um plano de treino e equilibra as reservas financeiras com as ambições de transferência. As avaliações dos jogadores aparecem como números modestos que mudam de acordo com o desempenho, a disciplina e as lesões, enquanto os agentes sussurram sobre cláusulas contratuais e lealdade. O jogo incentiva a negociação cuidadosa, uma vez que cada venda ou compra afeta a moral do balneário, bem como as finanças. As partidas não são épicos cinematográficos, mas sim conclusões lógicas de uma longa fase de preparação. Os calendários do jogo avançam, e as expectativas da direção aumentam ou diminuem de acordo com a sua consistência nos bastidores.
Os visuais pendem para um charme utilitário em vez de efeitos visuais impactantes, com uma paleta de cores contida e sprites de personagens robustos. A interface é composta por menus de texto, pequenos blocos de estatísticas e diagramas básicos de jogadas, todos navegáveis pelo teclado em vez de manobras sofisticadas com o joystick. O som é um complemento esparso, alguns sinais sonoros e uma melodia discreta que se torna pano de fundo em vez de foco. O desafio reside em tomar a decisão certa com dados limitados, especialmente quando as redes de olheiros e as tabelas de jogos abrangem ligas desconhecidas. A sua apresentação austera convida à concentração e recompensa os jogadores que apreciam analisar números em vez de espetáculos repletos de adrenalina.
A receção e o legado são medidas complexas para um título raramente discutido nos dias de hoje. As revistas da época ofereceram breves críticas que elogiavam a ambição, mas apontavam arestas a aparar e um ritmo lento. Alguns colecionadores recordam Tracksuit Manager como uma nota de rodapé peculiar no meio de temporadas repletas de simuladores de futebol, um produto para os pacientes e curiosos, em vez dos fãs casuais de jogos de arcada. A sua influência é subtil, mas não invisível: os fãs dos jogos de gestão do final dos anos 80 citam-no como um lembrete de que a estratégia pode superar o espetáculo. Para a época que retrata, oferece um vislumbre teimosamente prático da gestão de clubes que ainda ressoa com a nostalgia dos jogos retro. As suas peculiaridades perduram, convidando à apreciação paciente dos colecionadores.