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Power Pinball

CDTV 1991
O Power Pinball chegou na era do CDTV como um sonho brilhante de fidelidade aos salões de jogos, aninhado num computador doméstico. Lançado em 1991, o jogo juntou-se a um pequeno catálogo criado para a máquina multimédia da Commodore, um híbrido que combinava uma drive de CD-ROM com o aspecto de uma consola doméstica. Oferecia uma experiência virtual de pinball que imitava o crepitar de caixas de néon enquanto os dados eram carregados a partir de discos em vez de disquetes. O resultado era uma diversão rápida e barulhenta para os jogadores que procuravam uma ação vistosa num ecrã de TV. No ecrã, os layouts das mesas apoiavam-se na geometria ousada e no cromado pulsante da época. A arte contava com tons saturados, rampas brilhantes e campos de jogo refletores que convidavam ao rastreio rápido dos olhos e a movimentos frenéticos do pulso. O som e os efeitos exploravam a largura de banda do CD, produzindo estalidos, sinos e explosões nítidos que pontuavam o caos das bolas múltiplas. Embora não fosse uma maravilha técnica para os padrões atuais, a apresentação transmitia a sensação de estar a pilotar um salão de jogos em miniatura a partir da sua sala de estar. O jogo gira em torno do tango do pinball: as barbatanas estalam, os amortecedores cospem recompensas e as rampas serpenteiam em direção aos combos. O modelo de física mantém a bola a rolar com força, mas com tolerância suficiente para que os lançamentos esperançosos passem a rasar a pista e saltem para longe. Vários modos convidam ao risco, desde lançamentos com mira que ativam sequências ocultas até objetivos que aumentam os multiplicadores de pontuação. A interface favorece o controlo tátil; um joystick e alguns botões bastavam, enquanto um sistema de menus controlado por cursor suavizava as definições entre sessões. Utilizando os suportes CD-ROM do CDTV, o jogo carregava mais rapidamente do que muitos primos de cartucho, permitindo uma curva de aprendizagem mais suave e retornos mais rápidos à inclinação do pulso do jogador. Suportava periféricos de entrada, embora os entusiastas preferissem por vezes um gamepad para uma mira mais firme. A versão em CD também desbloqueou sequências de áudio mais ricas e vozes digitalizadas que salpicavam as animações das mesas, conferindo à experiência de jogo uma sensação de teatro que os cartuchos raramente conseguiam emular. Em retrospetiva, Power Pinball é recordado pelos colecionadores retro como um instantâneo dos jogos multimédia na TV por cabo. O seu encanto reside menos na audácia técnica do que na atmosfera — o brilho das mesas, o áudio potente, o ritmo acelerado. Como um pedaço da história do hardware, capta a forma como os programadores experimentaram as capacidades do CD-ROM para criar uma sensação de arcada em casa. Para os fãs de simulações de pinball, continua a ser um artefacto curioso que sugere um sonho mais amplo de diversões interativas na sala de estar. As suas nuances recompensam a repetição do jogo e a observação atenta.
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