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Inner Worlds
Inner Worlds é um jogo de acção de fantasia de scrolling lateral no qual se joga com uma mulher chamada Nikita que se revela ser um lobisomem. O jogo consiste em três episódios (o primeiro foi distribuído como shareware, foi necessário comprar o jogo completo para jogar os outros dois).
No primeiro episódio, o ancião da aldeia confia em Nikita para livrar a sua aldeia do Gralob, uma criação maléfica de um génio mal orientado, pelo que deve viajar para o Castelo Drofanayrb, onde a criatura se esconde. No segundo episódio ele descobre que o Gralob era apenas uma de duas criaturas horríveis. E finalmente, no terceiro episódio, deve viajar para uma montanha vulcânica, dentro da qual vive o segredo de Drofanayrb, para cumprir o seu destino.
A jogabilidade é bastante simples. Pode saltar, subir e rastejar (o mesmo em forma de lobo, embora seja muito mais pequeno que um lobo, por isso pode espremer-se por corredores estreitos, e tem um movimento especial 'frenesim' que dilacera os inimigos). Em alguns níveis, pode encontrar colares que melhoram a sua saúde, mana ou atacar danos. É possível encontrar armas tais como martelos, espadas ou arcos, e pode actualizá-las com pergaminhos que lhes dão capacidades únicas (por exemplo, o martelo pode 'lançar' relâmpagos). Também pode encontrar diferentes gemas que dão vida ou mana e poções que o ajudam a saltar mais alto ou a cair mais devagar. A mana é necessária para os feitiços que se podem adquirir aos chefes de nível. Cada episódio consiste em 9 níveis, e cada terceiro nível tem um chefe.
Os inimigos são animais e criaturas experimentais do castelo. Assim, encontrará aranhas, morcegos, centopéias enormes, criaturas alienígenas e enormes animais verdes que podem esticar os seus braços.
Os gráficos do jogo são um pouco estranhos, pois as personagens estão em 2D, mas o cenário e o primeiro plano são um pouco 3D. A música cria uma atmosfera sinistra e adequada ao jogo.
PocoMan!
PocoMan! chegou ao Amiga em 1989 durante uma explosão de energia criativa que uniu a essência dos jogos de arcada com a arte dos computadores domésticos. Embora não tenha sido um sucesso estrondoso, o jogo tornou-se um símbolo de status para os jogadores que exploravam os cantos escondidos do catálogo da consola. A sua premissa gira em torno de um protagonista diminuto que navega por um labirinto de corredores, recolhendo bugigangas e desviando-se de adversários peculiares. O que se destaca não é um rótulo de género rígido, mas antes uma atmosfera: uma fantasia travessa combinada com um desafio despretensioso. À sombra de lançamentos maiores, o PocoMan! conquistou um público reduzido, mas fiel, entre os jogadores europeus.
Visualmente, o título inclina-se para sprites cartoonescos e uma paleta de cores que brilha sob o brilho característico do Amiga. Camadas de paralaxe ondulam à medida que o herói passa por portas iluminadas por lâmpadas, enquanto portas e interruptores emitem sons com uma divertida voz computadorizada em algumas versões. A animação procura vivacidade e charme em vez de um realismo austero, dando a cada movimento um toque de humor. Em termos de banda sonora, a música tem um ritmo alegre que convida a revisitar o jogo, e os efeitos sonoros impressionam com uma força notável para uma consola desta época. Em conjunto, estas escolhas criam uma sensação de velocidade sem brutalidade.
A jogabilidade tece uma teia compacta de puzzles e desafios rápidos, encorajando os jogadores a memorizar rotas e a explorar o tempo. Algumas salas recompensam a precisão com caminhos secretos, outras desafiam a sorte com o posicionamento estratégico dos inimigos. O esquema de controlo favorece as corridas curtas e os saltos precisos, mas é tolerante o suficiente para encorajar a exploração em vez de punir os erros. Os power-ups supostamente modificam o ritmo ou concedem invulnerabilidade temporária, transformando os corredores rotineiros em pequenos testes de coragem. Ainda hoje, o jogo é recordado pela sua capacidade em equilibrar a fantasia com a disciplina, uma rara harmonia que deu a uma aventura aparentemente simples uma camada inesperada de profundidade.
PocoMan! permanece como um curioso artefacto de uma era vibrante em que os pequenos estúdios podiam fincar a sua marca no Amiga sem correr o risco de vendas estrondosas. É o tipo de jogo que os colecionadores mencionam com um sorriso e os amigos recordam com um encolher de ombros antes de começarem a lista dos melhores daquela década. Embora não esteja amplamente documentado nas retrospetivas convencionais, a sua memória sobrevive em círculos de emuladores e discussões de fãs que celebram cantos obscuros da história digital. Para todos os curiosos sobre a sensibilidade dos jogos de plataformas do final dos anos 80, o PocoMan! apresenta um argumento silenciosamente persuasivo sobre o encanto de desenvolvimento lento. O seu estatuto como um amanhecer oculto dessa era convida os jogadores a repensarem o que fazia os jogos Amiga voltarem a parecer pessoais.