Jogos desenvolvidos por Virtual Image Productions
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Hologram Time Traveler
Lançado no crepúsculo da era Windows 95 e 2000, Hologram Time Traveler surgiu como uma curiosa mistura de fantasia científica e aventura de puzzles. A sua ambição era discretamente audaciosa. Os jogadores viam-se a navegar por um mundo construído em estúdio, onde as tecnologias do futuro cintilavam em salas de arquivo empoeiradas, e cada corredor oferecia um fragmento de um mistério maior. O jogo apresentava uma estética sóbria, mas vibrante, combinando posters de ficção científica dos anos 70 com superfícies 3D polidas que ainda sugerem o seu motor envelhecido. A sua premissa gira em torno de um historiador que investiga linhas temporais interrompidas projetando hologramas frágeis que revelam ecos de acontecimentos passados.
A jogabilidade depende da observação, da lógica e de uma pitada de risco, enquanto os jogadores projetam imagens temporais no presente e devem interpretar as ténues assinaturas que estas deixam para trás. Os puzzles desenrolam-se através de pistas do ambiente, documentos de arquivo e da física peculiar da luz e da memória. O esquema de controlo privilegia a harmonia entre o teclado e o rato, com ações rápidas para estabilizar anomalias, repetir segmentos e recolher dados de linhas temporais alternativas. A narrativa avança não através de um espetáculo ruidoso, mas através de uma reconstrução cuidada, convidando a paciência e a sensibilidade detetivesca a emergir em vez de correr atrás de grandes sustos.
Visualmente, o título transita por uma vibração retro futurista com arestas nítidas e irregulares e efeitos de brilho suaves que parecem deliberados em vez de datados. Os ambientes oscilam entre bibliotecas de vidro e metal, becos encharcados de chuva e grandes salões onde retratos holográficos flutuam no ar como zeladores da memória. O design de som enfatiza passos abafados, relógios distantes e uma arca de sintetizadores que percorre cada cena, garantindo que a atmosfera se mantém íntima mesmo quando o jogador enfrenta paradoxos. Em muitos momentos, o jogo parece uma pintura cuidada reanimada pela eletricidade.
Ao longo dos anos, a receção do público cultivou um público pequeno, mas dedicado, do tipo que ainda troca capturas de ecrã e dicas para salas secretas em fóruns online. Os críticos elogiaram a sua ambição silenciosa, a forma como respeita a capacidade dos jogadores de juntarem as linhas temporais sem forçar a exposição, e a sua fusão invulgar de sensibilidade de cinema de arte com puzzles acessíveis. Hoje, o título é recordado menos pelos seus feitos de sucesso do que pela atmosfera, pela contabilidade inteligente das histórias e por uma humildade que se recusa a menosprezar o jogador. Ao preservar a memória, oferece uma janela peculiar para uma era de experimentação séria.
Kingdom II: Shadoan
Kingdom II: Shadoan é uma joia menos conhecida de jogo que foi lançada em 1996 para a plataforma CD-i. Desenvolvido pela extinta empresa de desenvolvimento de jogos, P.F. Magic, este jogo leva os jogadores a uma viagem fantástica por uma terra mística chamada Shadoan. O jogo é uma mistura de aventura de apontar e clicar e resolução de quebra-cabeças que manterá os jogadores envolvidos por horas a fio.
O jogo se passa em um mundo de fantasia medieval onde o jogador assume o papel de um jovem príncipe que busca salvar seu reino das garras de um feiticeiro malvado. Os gráficos do jogo lembram as animações clássicas da Disney, com cenários lindamente ilustrados e personagens vibrantes que ganham vida na tela. A atenção aos detalhes é impecável, fazendo com que a jogabilidade pareça parte de um filme de animação.
Uma das características de destaque de Kingdom II: Shadoan é seu mecanismo único de contar histórias. O jogo incorpora um estilo de jogo escolha sua própria aventura, onde os jogadores tomam decisões que podem alterar o curso do jogo. Isso adiciona uma camada extra de profundidade e capacidade de repetição ao jogo, já que os jogadores podem escolher caminhos diferentes e experimentar resultados diferentes.
À medida que avança no jogo, você encontrará vários desafios e quebra-cabeças que precisam ser resolvidos para avançar. Esses quebra-cabeças não são desafios comuns típicos; eles são complexos e exigem que os jogadores pensem fora da caixa. Desde decifrar runas antigas até navegar por labirintos, cada quebra-cabeça é projetado exclusivamente para manter os jogadores atentos.
O que diferencia Kingdom II: Shadoan de outros jogos de sua época é o uso de sequências de vídeo de ação ao vivo para progredir no enredo. Essas cenas foram filmadas com atores reais e adicionam um nível de realismo ao jogo que não era visto com frequência em títulos CD-i. A atuação pode parecer um pouco exagerada às vezes, mas contribui para o charme geral do jogo.
O jogo também apresenta uma trilha sonora totalmente orquestrada que complementa perfeitamente o tema de fantasia do jogo. Os efeitos sonoros e ruídos ambientais melhoram ainda mais a experiência imersiva, fazendo com que os jogadores se sintam parte deste mundo mágico.
Uma das críticas ao Kingdom II: Shadoan são os seus controles, que às vezes podem ser meticulosos e frustrantes. No entanto, com um pouco de prática, os jogadores pegarão o jeito e serão capazes de navegar pelo jogo sem problemas.