Em 1997, a aventura para DOS, The Worlds of Billy, chegou com um sorriso e a promessa de traquinices. Assumes o papel de Billy, uma pequena personagem que, de alguma forma, aterra num labirinto de reinos mutáveis, cada um regido pela sua própria lógica peculiar. Em vez de o guiar por um único corredor linear, o jogo salpica-o com escolhas, perigos e pequenas descobertas que recompensam a curiosidade. Mesmo antes de atravessar a primeira plataforma, a premissa já transmite uma sensação travessa, como um livro de histórias que decidiu tornar-se interativo.
A essência da experiência reside na jogabilidade de plataformas com scroll lateral, entrelaçada com puzzles leves. A movimentação é responsiva, com saltos rápidos e controlo preciso no ar, pelo que escorregar de plataformas parece menos um castigo e mais uma lição. A progressão depende da exploração minuciosa das divisões, da localização de chaves, gatilhos e painéis de interruptores, e da sua ligação para criar rotas anteriormente bloqueadas. Os encontros variam de inimigos ágeis a incómodos mecânicos, e o combate serve sobretudo para abrir caminho, não para transformar o jogo numa pancadaria.
O que realmente diferencia esta aventura é a sua coleção de mundos distintos. As florestas transformam-se em corredores que lembram fábricas; interiores sombrios dão lugar a arenas mais iluminadas, onde a física parece afrouxar as suas amarras. Cada reino oferece paletas de cores temáticas, novos perigos como tapetes rolantes ou obstáculos oscilantes, e novas ferramentas que alteram a forma como se move. As passagens secretas escondem-se atrás do cenário de fundo, e a observação atenta geralmente recompensa com melhorias, itens bónus ou atalhos que alteram o ritmo das fases posteriores.
Visualmente, os sprites são nítidos e legíveis, e as camadas de fundo criam profundidade mesmo em hardware antigo. As animações são rápidas, com os inimigos a sinalizarem os seus movimentos, o que ajuda os jogadores a adaptarem-se sem depender da sorte. A banda sonora, apresentada num estilo MIDI clássico, mistura o charme do chiptune com uma atmosfera melancólica, fazendo com que cada região pareça ter o seu próprio clima. Os efeitos sonoros permanecem nítidos, embora o maior desafio seja, ocasionalmente, a pequena janela de tempo durante saltos complicados.
Embora nunca se tenha tornado um sucesso de bilheteira, permanece na memória daqueles que apreciam jogos de plataformas inteligentes e com personalidade. A sua estrutura de exploração de diferentes mundos incentiva a rejogabilidade, pois a aprendizagem dos mapas transforma muitas vezes a frustração em motivação. Se procuram um título retro para DOS que seja criativo e não apenas nostálgico, Billy é uma ótima opção: uma campanha peculiar, compacta, mas variada, com charme suficiente para vos manter a explorar mesmo depois de o ecrã indicar que a missão está completa. A aventura mantém um ritmo acelerado, mas ainda deixa espaço para mais experimentação.
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Outros nomes:
Drilling Billy, Anthoska Ano:
1997 Plataforma:
DOS País de lançamento:
Germany, United States Género:AcçãoEditora:
Magic Bytes Desenvolvedor:
Northwind Soft